Qual será o próximo passo na evolução do DeFi?

O inter-chain DeFi demonstra ser um dos caminhos mais promissores para o crescimento das finanças descentralizadas. 

Neste artigo, o desenvolvedor da Waves, Inal Kardanov, compartilha alguns insights sobre o crescimento do espaço DeFi (descentralized finances). Para ele, o valor bloqueado nos contratos inteligentes DeFi é um dos principais motivos pelo qual as pessoas acreditam que essa onda acabou. De acordo com o DeFi Pulse, esse número estagnou em cerca de 8,5 milhões de ETH (11 bilhões de dólares), alcançados no final de setembro:

Interchain DeFi

 

O boom aparentemente acabou e estamos diante de um platô. Mas qual a razão disso?

Existem alguns motivos:

Os produtos DeFi ainda são complicados, do ponto de vista da tecnologia e da experiência do usuário. Essa barreira impede usuários comuns de adentrar este espaço. Quase todos os usuários de cripto já utilizaram esse recurso, mas o DeFi não conseguiu atrair novas pessoas para esse universo. Na minha opinião, este é o principal motivo: o DeFi tem sido uma ferramenta para pessoas que já utilizam criptomoedas.

Portanto, temos que encontrar novas fontes de crescimento. O que poderia impulsionar as finanças descentralizadas?

Possibilidades

Talvez, alguns de vocês nunca tenham ouvido falar sobre o Interchain DeFi. Por isso, vou falar sobre esse recurso, que demonstra ser um principais fatores com potencial de revigorar as finanças descentralizadas.

Quando falamos sobre DeFi, geralmente nos referimos a produtos DeFi da rede Ethereum, já que 96% dessa atividade está naquele blockchain. Mas cada vez mais protocolos DeFi estão começando a surgir em outras redes, como o Neutrino na Waves ou Serum no Solana.

Um caminho promissor para o desenvolvimento das finanças descentralizadas é a fusão entre protocolos DeFi de diferentes blockchains. Um dos melhores exemplos é o do protocolo Neutrino e do Ethereum.

Não sabemos ao certo como isso irá acontecer. A opção mais fácil, mas que talvez não seja a melhor, são as pontes centralizadas ou semi-descentralizadas, entre o Ethereum e outros blockchains, como Rainbow da NEAR e Wormhole da Solana.

Com essas pontes, é possível fazer a transferências de tokens de outro blockchain para a rede Ethereum, pioneira no DeFi. Se essa solução for viável, o Ethereum se tornará não apenas o blockchain com a maior atividade DeFi, mas um roteador universal entre diferentes redes. Por exemplo, para transferir fundos da Waves para Solana, você terá que, primeiramente transferir da Waves para o Ethereum, e só depois do Ethereum para Solana.

Os protocolos descentralizados, como o Gravity, são outra solução para a implementação do DeFi entre redes.

Através dos protocolos entre blockchains, os usuários podem transferir tokens de uma rede para outra, sem intermediários. Uma vantagem adicional do Gravity é a padronização do API. Além disso, a abordagem desse protocolo acarreta bloqueios adicionais de fundos em muitas redes, pois os nós do Gravity terão que bloquear os tokens em uma das redes de destino.

Ambas as opções podem levar ao crescimento do valor total bloqueado no DeFi, assim como o crescimento de tokens de garantia (collaterals) que não sejam da rede Ethereum.

Recursos InDeFi menos conhecidos

Uma das consequências menos óbvias do InDeFi é um grau extra de privacidade e anonimato. As transações entre redes, por meio de blockchains diferentes, irão dificultar o rastreamento da transação. Atualmente, os usuários que buscam o anonimato tendem a usar mixers como o TornadoCash baseado em ZkSnarks. No entanto, usando mixers, as exchanges podem sinalizar os tokens como potencialmente fraudulentos e exigir o procedimento KYC.

O DeFi entre redes pode ajudar a melhorar o anonimato, pois será muito mais difícil rastrear fundos e, no caso de soluções do tipo Gravity, será difícil sinalizar tokens como * potencialmente * fraudulentos. É claro que o sucesso desse recurso dependerá das características do anonimato: número de transações, endereços ativos e valor entre as diferentes redes.


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